Da Redação
O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL-AL), voltou a criticar o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela política adotada em relação às apostas esportivas. A declaração ocorre em meio à ofensiva do governo contra o endividamento e outros impactos associados às bets.

Gaspar sustenta que o governo federal não pode se apresentar agora como opositor das apostas sem considerar que a regulamentação do setor foi encaminhada pelo próprio Executivo ao Congresso em 2023. O projeto tramitou inicialmente em regime de urgência e resultou na Lei nº 14.790, sancionada em dezembro daquele ano.
Segundo a campanha do candidato, Gaspar votou contra o texto quando era deputado federal. Ele também afirma ter apoiado uma proposta para restringir apostas por pessoas inscritas no CadÚnico e beneficiários do BPC.
A proposta citada foi apresentada pelo deputado Áureo Ribeiro em 2024 e previa justamente a inclusão de beneficiários do CadÚnico e do BPC entre as pessoas impedidas de realizar apostas de quota fixa. O projeto consta nos registros oficiais da Câmara dos Deputados.
“O governo Lula tem responsabilidade direta pela regulamentação das bets e não pode agora tentar apagar o próprio papel nesse processo”, afirmou Gaspar.
O candidato também defendeu maior fiscalização do setor e medidas específicas para proteger grupos considerados vulneráveis. Na avaliação dele, a discussão sobre as consequências das apostas precisa levar em conta as posições adotadas pelos parlamentares durante a tramitação da regulamentação.
A ofensiva de Gaspar ocorre enquanto Lula intensifica o discurso contra as bets e chegou a defender publicamente o fim das casas de apostas, embora qualquer mudança mais ampla dependa de medidas do governo e do Congresso.
Ao cobrar coerência entre os votos registrados no Congresso e os discursos da campanha, Gaspar afirmou que o posicionamento de cada parlamentar durante a votação pode ser conferido nos registros legislativos.
