Da Redação
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo relacionado à greve dos Correios. A análise do caso foi remarcada para a próxima quinta-feira (24), às 15h30.

A decisão ocorreu após o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, apresentar uma questão de ordem para garantir que os sindicatos que representam os trabalhadores tenham prazo de 48 horas para se manifestar sobre novos documentos anexados ao processo.
Os documentos, apresentados na sexta-feira (18) à noite e no sábado (19), são utilizados para pedir o reconhecimento da abusividade da greve. Segundo o ministro, os trabalhadores precisam ter a oportunidade de analisar o material antes que ele seja considerado no julgamento.
“Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária”, justificou Vieira de Mello Filho.
A greve dos Correios começou na última quinta-feira (10). De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a paralisação ocorreu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.
Na semana passada, o próprio TST determinou que pelo menos 80% do efetivo dos Correios permaneça trabalhando durante a paralisação. A decisão considerou o caráter essencial dos serviços prestados pela empresa e apontou possíveis impactos da greve nas eleições.
Com a suspensão do julgamento, os sindicatos terão agora prazo para apresentar suas manifestações antes da retomada da análise do dissídio coletivo, marcada para quinta-feira.
