Brasil

Renan Santos defende nova Constituição e critica STF e Senado durante sabatina na CNN

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Da Redação

 

Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (3), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu a elaboração de uma nova Constituição para o Brasil e fez duras críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Senado.

Foto: Reprodução

Durante a sabatina, Renan afirmou que o próximo governo deveria adotar duas medidas que considera prioritárias: questionar decisões de ministros do STF e abrir uma discussão nacional sobre a substituição da Constituição de 1988.

“Precisamos discutir uma nova Constituição, o pacto de 88 acabou”, declarou.

A fala ocorreu após o candidato ser questionado sobre a inclusão do ministro do STF André Mendonça no inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, Moraes apontou suspeitas envolvendo a atuação de Mendonça nas investigações, incluindo possível usurpação da condução dos trabalhos, irregularidades relacionadas a tratativas de delação premiada e suposto direcionamento de apurações contra o próprio magistrado.

Renan Santos também criticou o que classificou como falta de independência e de institucionalidade no país. Segundo ele, decisões judiciais estariam contribuindo para um cenário de impunidade.

“Todo sistema político e do Judiciário atua a favor da impunidade”, afirmou.

Críticas a Moraes e Alcolumbre

Outro alvo das declarações foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Renan criticou a condução dos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do STF e acusou o senador de atuar para impedir que Alexandre de Moraes seja responsabilizado politicamente.

“Vivemos num não-país. O Brasil acabou, não existe mais institucionalidade”, declarou o candidato.

Renan também fez referência a supostos recebimentos de dinheiro envolvendo Moraes e o deputado Flávio Bolsonaro, apresentando sua interpretação sobre decisões políticas relacionadas a possíveis sanções. As afirmações foram feitas pelo candidato durante a entrevista e não representam, por si só, comprovação das acusações mencionadas.

Ao defender uma nova Carta Magna, Renan Santos afirmou que o modelo institucional estabelecido pela Constituição de 1988 estaria esgotado e que uma eventual mudança deveria fazer parte das prioridades do próximo governo.

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