Da Redação
A Justiça de São Paulo determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Karen de Moura Tanaka, conhecida como “Japa”, investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão foi tomada após a Polícia Federal cancelar o passaporte válido da investigada, documento que tinha validade até 2028. Karen estava submetida ao monitoramento eletrônico havia mais de dois anos.
Anteriormente, a Justiça havia revogado algumas das medidas cautelares impostas à investigada, condicionando a liberação à entrega do passaporte. Karen, porém, apresentou um documento vencido desde 2008. Posteriormente, foi identificado que existia outro passaporte válido em seu nome.
A defesa afirmou que o documento válido havia sido apreendido pela Polícia Civil, mas a corporação negou ter o passaporte em sua posse. Diante da situação, o Ministério Público apontou possível má-fé e chegou a solicitar que a decisão que havia retirado as medidas cautelares fosse anulada.
Apesar disso, a juíza Paula Regina Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, entendeu que a manutenção do monitoramento eletrônico seria uma medida excessiva enquanto as investigações ainda não foram concluídas.
Com o cancelamento do passaporte válido pela Polícia Federal, a magistrada determinou a retirada da tornozeleira. Segundo o advogado Telles Rodrigo Gonçalves, o equipamento foi removido na manhã desta quarta-feira (19).
Karen continua impedida de deixar o estado de São Paulo, conforme as medidas determinadas pela Justiça no processo que apura a suspeita de lavagem de dinheiro.
