Uma moradora da Califórnia, nos Estados Unidos, identificada apenas como Nicole, contou ao NY Post que já havia desembolsado US$ 20 mil em dois procedimentos malsucedidos de enxerto de gordura. Nas intervenções, a pouca gordura que tinha no corpo foi transferida para os seios, que, segundo ela, eram quase inexistentes.
O resultado, porém, não saiu como esperado. Foi então que Nicole conheceu o AlloClae, método não cirúrgico apresentado como uma alternativa para o aumento dos seios e das nádegas e que utiliza tecido adiposo de doadores falecidos, obtido, segundo a empresa, de forma “ética”.
O que deveria representar a realização de um sonho, no entanto, acabou se tornando um pesadelo. Nicole afirma que ficou com os seios cobertos por nódulos duros, que seriam impossíveis de remover cirurgicamente, além de cistos oleosos. Segundo ela, a aparência do busto passou a lembrar “a superfície da Lua”.
“Deito-me na cama todas as noites e toco nos caroços, nas pedrinhas”, relatou a americana, que optou por não revelar o sobrenome.
Nicole não é a única a demonstrar arrependimento e ceticismo em relação ao tratamento. O AlloClae, apresentado como a primeira aplicação de tecido adiposo estrutural de doadores falecidos para procedimentos estéticos corporais, está no centro de uma disputa judicial entre o Departamento de Saúde do Estado de Nova York e a fabricante do produto, a empresa de tecnologia médica Tiger Aesthetics.
A experiência relatada por Nicole não tem relação com o processo judicial. Ainda assim, ela afirma apoiar uma investigação aprofundada sobre a segurança e os efeitos do produto.

