Da Redação
Os três policiais militares que haviam sido presos administrativamente após uma viatura da corporação aparecer durante uma gravação no Rancho do Maia, em Maceió, foram liberados nesta terça-feira (11). Apesar da soltura, os militares permanecem afastados das atividades enquanto o caso é apurado internamente.

A defesa dos policiais confirmou a liberação e afirmou que os agentes estavam em patrulhamento na região quando foram chamados por pessoas que participavam da gravação. Segundo o advogado Napoleão Lima Júnior, os militares deixaram a viatura por alguns instantes e, nesse momento, figurantes teriam entrado no veículo sem autorização.
O episódio ganhou repercussão depois que imagens da viatura foram divulgadas pelo influenciador Carlinhos Maia. A situação levantou questionamentos sobre a presença do veículo oficial no local e motivou a adoção de medidas administrativas pela Polícia Militar.
Os três policiais permaneceram detidos por 72 horas. De acordo com a corporação, a prisão administrativa está prevista no regulamento disciplinar e os militares ainda deverão responder pelos atos praticados.
Em nota, a Polícia Militar reforçou que não admite desvios de conduta por parte de seus integrantes e destacou que a instituição segue normas voltadas à legalidade, ao respeito e à conduta profissional, tanto durante o serviço quanto fora dele.
Após a repercussão, Carlinhos Maia utilizou as redes sociais para pedir desculpas e afirmou que não solicitou a presença da viatura para a gravação. O influenciador também negou que os policiais tenham recebido qualquer pagamento.
Carlinhos disse que a situação ocorreu por ingenuidade e sustentou que os militares estavam realizando rondas na região devido ao grande número de pessoas que se concentrava no local.
“Eu jamais chamaria um policial para fazer uma palhaçada, com certeza. Foi onde veio a ingenuidade, não foi maldade. Não foi solicitada viatura para gravar cena nenhuma. Eles não vieram para isso”, declarou.
O influenciador também reforçou que os policiais não teriam qualquer envolvimento com a produção da gravação e pediu desculpas pelo episódio.
“Peço milhões de desculpas. Os policiais não têm nada a ver, não ganharam dinheiro nenhum para isso. Estavam aqui pela quantidade de pessoas que estavam vindo”, afirmou.
Mesmo com a liberação dos militares, o caso continua sendo analisado pela Polícia Militar, que deverá apurar as circunstâncias da presença da viatura e a conduta dos envolvidos.
