Maceió é a capital brasileira com a maior taxa de mortes por condições que poderiam ser evitadas com uma atenção primária à saúde mais eficiente. É o que aponta o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, estudo publicado em maio que avaliou indicadores de qualidade de vida dos 5.570 municípios brasileiros.
Segundo o levantamento, durante a gestão do então prefeito JHC (PSDB), a capital alagoana ficou na 27ª e última posição entre as capitais no indicador de Mortalidade Ajustada por Condições Sensíveis à Atenção Primária (CSAP). Na prática, o resultado coloca Maceió na liderança do ranking de mortalidade evitável entre as capitais brasileiras.
A métrica considera mortes decorrentes de doenças e complicações que, em determinadas circunstâncias, poderiam ser evitadas ou reduzidas por meio de diagnóstico precoce, acompanhamento adequado, ações de prevenção e acesso eficiente aos serviços de atenção primária.
Maceió entre as piores capitais nos indicadores de saúde
A análise dos dados do IPS também mostra um desempenho desfavorável da capital alagoana nos demais indicadores relacionados à saúde. Considerando a média dos dois principais componentes avaliados pelo estudo — Saúde e Bem-Estar e Nutrição e Cuidados Médicos Básicos —, Maceió aparece como a terceira pior capital do país, ocupando a 25ª posição.
Quando considerada a média da posição da cidade nos 11 indicadores de saúde analisados pelo IPS, Maceió ocupa a 22ª colocação entre as capitais brasileiras.
Os números colocam a capital alagoana atrás de cidades que apresentam resultados mais positivos em diferentes aspectos da atenção à saúde e do bem-estar da população.
Falta de prevenção e impacto social
O desempenho de Maceió no indicador de mortalidade por condições sensíveis à atenção primária chama atenção para os desafios enfrentados pela rede básica de saúde, especialmente nas áreas de prevenção, diagnóstico e acompanhamento de pacientes.
A atenção primária exerce papel fundamental na identificação precoce de doenças, no acompanhamento de pacientes com condições crônicas, na vacinação e na adoção de medidas capazes de evitar o agravamento de problemas de saúde.
Nesse contexto, o resultado registrado por Maceió no IPS 2026 evidencia a necessidade de atenção aos indicadores relacionados à prevenção e ao atendimento básico, principalmente diante da diferença de desempenho em relação a outras capitais brasileiras.
Os dados do estudo também reforçam o impacto que a qualidade da atenção primária pode ter sobre a saúde da população. Investimentos em prevenção, ampliação da cobertura dos serviços, acompanhamento contínuo e melhoria do atendimento podem contribuir para reduzir complicações e mortes relacionadas a condições sensíveis à atenção básica.

