O Conselho Tutelar da 1ª Região de Arapiraca suspendeu o atendimento presencial em sua sede, localizada na Rua Graciliano Ramos, no bairro Baixão, após identificar problemas estruturais no imóvel, como rachaduras, infiltrações e mofo.
A decisão foi tomada pelos cinco conselheiros da unidade e passou a valer nesta segunda-feira (4). Até que a situação seja resolvida, o atendimento ao público será realizado exclusivamente em regime de plantão, 24 horas por dia, por meio dos seguintes canais:
- Telefone: (82) 99838-7232
- E-mail: ctarapiracaregiao1arapiraca@gmail.com
Em nota, a Prefeitura de Arapiraca informou que, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, realizará uma vistoria técnica no imóvel para avaliar as condições da estrutura. A inspeção está prevista para a tarde desta segunda-feira (4) e, com base no laudo, será definido um cronograma para a execução dos reparos necessários.
Promessa de reforma não saiu do papel
O presidente do Conselho Tutelar da 1ª Região, Wesley Rodrigues, afirmou que representantes do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente prometeram, em outubro de 2025, reformar a sede ou transferir a unidade para outro imóvel.
Segundo ele, a previsão era de que o problema fosse solucionado até abril deste ano, mas nenhuma das medidas anunciadas foi executada.
“Na ocasião, estivemos com um representante do Executivo, o juiz, a promotora da Infância e o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, mas nada foi resolvido”, afirmou Wesley.
Risco para servidores e usuários
Ainda de acordo com o presidente, a permanência no imóvel representa risco tanto para os conselheiros quanto para as crianças e adolescentes atendidos pela unidade.
“Recebemos crianças que já chegam com todo tipo de trauma e sofrimento. Não podemos expor a vida delas a um ambiente com riscos estruturais e condições insalubres”, destacou Rodrigues.
O Conselho Tutelar atende casos envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e seguirá funcionando em regime de plantão até que seja definida uma solução para a sede.

