Da Redação
O vendedor Frank Souza, que ganhou repercussão nas redes sociais após aparecer em um vídeo reproduzindo uma música associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a passagem de uma caminhada de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Centro de Maceió, afirmou que o episódio foi uma coincidência e negou que tenha agido para provocar os manifestantes.
Em entrevista divulgada nas redes sociais, Frank explicou que realizava um teste no sistema de som da unidade das Casas Bahia quando a caminhada passou em frente ao estabelecimento. Segundo ele, a música começou a tocar justamente naquele momento porque seu celular continha apenas canções ligadas ao campo político da direita.
“O objetivo era apenas testar o som. A coincidência foi que o grupo passou exatamente na hora em que a música começou a tocar”, afirmou.
O vendedor relatou que alguns participantes do ato político demonstraram insatisfação com a situação, pedindo que o volume fosse reduzido e, segundo ele, dirigindo ofensas verbais durante a discussão.
As imagens também mostram Frank dançando enquanto a música era reproduzida. Sobre esse momento, ele afirmou que a reação ocorreu após ouvir manifestantes entoarem palavras de ordem fazendo referência a Jair Bolsonaro.
A repercussão do vídeo também refletiu nas redes sociais do vendedor. De acordo com Frank, seu perfil no Instagram registrou um crescimento expressivo, passando de cerca de dois mil para mais de 30 mil seguidores em poucos dias.
O episódio aconteceu durante uma caminhada de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas ruas do Centro de Maceió. Um vídeo registrou o momento em que uma música associada a Jair Bolsonaro foi reproduzida nos alto-falantes de uma loja das Casas Bahia enquanto os manifestantes passavam pelo local.
Após a divulgação das imagens, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) criticou o ocorrido e questionou o uso da estrutura da empresa em um contexto político, cobrando um posicionamento oficial da rede.
Em resposta, as Casas Bahia informaram que não possuem posicionamento político-partidário e reforçaram que não apoiam manifestações dessa natureza em seus estabelecimentos.

