Da Redação
Às vésperas do período de restrições da propaganda institucional imposto pela legislação eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou R$ 520 milhões em publicidade oficial no primeiro semestre do ano. O montante representa mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões empenhados pela gestão do então presidente Jair Bolsonaro no mesmo período de 2022.

Os números chamam atenção pelo volume de recursos destinados à comunicação institucional justamente antes da entrada em vigor das limitações previstas pela legislação eleitoral, que passam a restringir esse tipo de despesa a partir de julho. Desse montante, a Globo fica com a fatia de R$270 milhões.
Em resposta, o governo federal afirma que os gastos respeitam os limites legais e argumenta que comparações entre diferentes administrações devem levar em conta o contexto de cada ano, incluindo campanhas de utilidade pública e outras necessidades de comunicação.
Apesar da justificativa oficial, o elevado investimento reacende críticas sobre o uso da máquina pública para ampliar a divulgação de ações governamentais em um período que antecede as eleições.
O tema deve continuar no centro do debate político, enquanto oposição e órgãos de fiscalização acompanham a execução dessas despesas.
