Brasil

Operação prende duas advogadas e mais 54 suspeitos de integrar o Comando Vermelho no Ceará

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Da Redação

Uma operação da Polícia Civil do Ceará realizada nesta terça-feira (30) resultou no cumprimento de 56 mandados de prisão preventiva contra investigados por participação na facção criminosa Comando Vermelho (CV). Entre os presos estão duas advogadas, suspeitas de atuar como intermediárias na troca de mensagens entre integrantes da organização, além de mulheres que teriam assumido funções estratégicas após a prisão de seus companheiros.

Foto: Polícia Civil/CE

A ofensiva faz parte da sétima fase da Operação Impacto, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco). Os mandados foram cumpridos em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, Iguatu e também em Brasília (DF).

Do total de mandados de prisão, 25 tiveram como alvo mulheres e 31 homens. Além disso, os policiais cumpriram 82 mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, 21 dos investigados já estavam presos, enquanto os demais foram localizados em liberdade.

As apurações apontam que diversas mulheres passaram a desempenhar papéis relevantes dentro da estrutura da facção, atuando na transmissão de ordens, movimentação de recursos financeiros e suporte logístico para manter as atividades criminosas.

Entre os alvos presos estão as advogadas Maria Viviane de Vasconcelos e Priscila Carvalho Melo, apontadas pela Polícia Civil como responsáveis por levar recados entre integrantes da facção que estavam no sistema prisional e aqueles que permaneciam em liberdade. Até o momento, as defesas das investigadas não haviam se manifestado.

As investigações tiveram início após a análise de um aparelho celular apreendido durante uma fase anterior da Operação Impacto, em 2024. O conteúdo do dispositivo permitiu identificar outros integrantes da organização criminosa e detalhar a atuação do grupo.

Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e ativos financeiros de 83 investigados, no valor de R$ 500 mil para cada alvo, totalizando mais de R$ 40 milhões em recursos indisponibilizados. A medida busca enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa e impedir a continuidade das atividades ilícitas.

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