Da Redação
O trapper cearense Matuê escreveu um novo capítulo da música urbana brasileira ao se tornar o primeiro artista do trap nacional a se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa. O show, realizado neste domingo (28), reuniu milhares de fãs no Parque Tejo e consolidou o artista como um dos maiores nomes do trap em língua portuguesa.

A apresentação foi marcada por uma produção inédita, desenvolvida especialmente para o festival. Com cenografia futurista inspirada em um deserto distópico, projeções visuais e figurinos exclusivos, Matuê abriu o espetáculo ao som de “777-666”, levando o público ao delírio logo nos primeiros minutos.
O repertório reuniu alguns dos maiores sucessos da carreira, como “Kenny G”, “Quer Voar”, “Crack com Mussilon” e “Conexões da Máfia”, música que alcançou o topo das paradas do Spotify em Portugal e figurou entre as 40 canções mais ouvidas do mundo. O show ainda contou com participações especiais dos trappers Brandão, parceiro do artista na gravadora 30PRAUM, Cashley e Kouth, parceiras em Xtranho, último trabalho de Matuê.
Natural do Ceará, Matuê transformou o trap brasileiro desde o lançamento de “Anos Luz”, em 2017. O sucesso foi ampliado com o álbum Máquina do Tempo, que liderou o Spotify Brasil e bateu recordes de reprodução. Em 2024, o músico voltou a quebrar marcas com o álbum 333, que registrou mais de 16 milhões de streams nas primeiras 24 horas e ultrapassou rapidamente a marca de 100 milhões de reproduções.
Além da carreira como cantor, Matuê também se destaca como fundador da gravadora 30PRAUM, responsável por revelar importantes nomes da nova geração do trap brasileiro.
A apresentação no Rock in Rio Lisboa reforça a expansão internacional do artista, que já havia lotado a MEO Arena, em Lisboa, durante a “333 Tour”, estabelecendo o recorde de maior público em um show de rap brasileiro na casa de espetáculos.
O feito confirma o crescimento do trap nacional no cenário mundial e consolida Matuê como um dos principais representantes da música urbana contemporânea.


