O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho pela morte de dois colegas de trabalho dentro de uma viatura da Polícia Civil, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. O crime ocorreu na madrugada de 20 de maio e, segundo a acusação, as vítimas foram executadas sem qualquer chance de defesa.
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Delmiro Gouveia e pede que o policial responda por dois homicídios qualificados perante o Tribunal do Júri.
De acordo com o MP, as investigações apontam que os policiais civis Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira estavam em serviço quando foram surpreendidos pelos disparos efetuados pelo colega.
Conforme a denúncia, Denivaldo foi atingido primeiro, com um tiro na nuca. Em seguida, Yago, que dirigia a viatura, ainda teria tentado reagir, mas também foi baleado e morreu no local. Para o Ministério Público, a ação foi praticada de forma traiçoeira, repentina e sem possibilidade de defesa das vítimas.
A acusação é sustentada por laudos balísticos, exames cadavéricos e outros elementos periciais que, segundo o órgão, confirmam a dinâmica da execução. Os investigadores também afirmam que não foram encontrados sinais de luta corporal no interior da viatura.
Os laudos ainda indicam que os três policiais haviam ingerido bebida alcoólica antes do crime. No entanto, o Ministério Público ressalta que essa circunstância não elimina a responsabilidade penal do denunciado.
Após os disparos, Gildate Goes Moraes Sobrinho teria abandonado a viatura e fugido a pé até a residência da companheira.
Além da pronúncia do acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri, o MP solicitou novas diligências, entre elas a análise de dados telemáticos e a quebra dos sigilos bancário e financeiro do policial, com o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a possível motivação do crime.
O processo segue em tramitação na Justiça.

