Apoio a Arthur Lira avança entre aliados do governo e pode reunir deputados da base em 2026
A manifestação pública de apoio do deputado estadual Lelo Maia à pré-candidatura de Arthur Lira ao Senado Federal está longe de ser um caso isolado dentro da base política ligada ao governo de Alagoas.
Nos bastidores, a avaliação é de que outros parlamentares alinhados ao governador Paulo Dantas, ao presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, ao senador Renan Calheiros e ao ministro dos Transportes, Renan Filho, devem adotar a mesma estratégia eleitoral para 2026: votar em Renan Calheiros para uma das vagas ao Senado e destinar o segundo voto a Arthur Lira.
Entre os nomes citados estão os deputados estaduais Cibele Moura, Fátima Canuto, Carla Dantas, Flávia Cavalcante, Inácio Loiola e Marcos Barbosa, que mantêm proximidade com o grupo governista e podem seguir a mesma linha de atuação política.
O movimento repete uma estratégia já observada entre prefeitos do interior do estado. A intenção é preservar os compromissos políticos com Renan Calheiros e Renan Filho, sem abrir mão da parceria construída com Arthur Lira.
A posição foi resumida pelo vereador Zé Márcio Filho ao comentar o anúncio feito por Lelo Maia.
“São dois votos para o Senado. Um voto já está definido com Renan Calheiros. Também temos compromisso com Renan Filho para o governo. O apoio a Arthur Lira não cria nenhum impedimento aos nossos compromissos”, declarou.
Apesar da tendência de convergência em torno dessa composição, nem todos os parlamentares da base governista já assumiram compromisso com a eventual candidatura de Renan Filho ao Governo de Alagoas. Nos bastidores, o nome do deputado Chico Tenório é apontado como um dos que ainda não teriam definido posicionamento público sobre a disputa estadual.
Por outro lado, parte dos deputados aliados do grupo governista deve direcionar o segundo voto ao Senado para o deputado estadual José Wanderley, apontado como possível candidato do MDB à segunda vaga na chapa majoritária.
Entre os apoiadores de Wanderley estariam parlamentares como Remi Calheiros, Sílvio Camelo e Alexandre Ayres, além de outros integrantes da Assembleia Legislativa, o que indica que a disputa pelas duas vagas ao Senado poderá provocar diferentes composições dentro do próprio grupo político governista.


