Criança de 3 anos é resgatada após denúncia de maus-tratos; mãe e padrasto têm prisão mantida pela Justiça
Redação
Um menino de apenas 3 anos foi retirado de uma situação de extrema violência e entregue aos cuidados do pai biológico após ser vítima de maus-tratos dentro da própria casa, no bairro Santa Lúcia, em Maceió. O caso, que chocou moradores da região, levou à prisão da mãe e do padrasto da criança, cuja detenção foi convertida em prisão preventiva pela Justiça neste sábado (6).

A ação teve início após denúncias feitas por vizinhos ao 5º Batalhão da Polícia Militar. Segundo relatos, gritos, pedidos de socorro e castigos físicos constantes chamaram a atenção da comunidade, que decidiu acionar as autoridades.
Ao chegar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Lúcia, a equipe policial constatou que a criança apresentava diversos hematomas espalhados pelo corpo, além de lesões recentes no rosto. O menino também reclamava de dores e apresentava dificuldades para caminhar.
De acordo com o registro da ocorrência, a vítima teria sido submetida a agressões com chinelo e cabo de carregador, além de castigos considerados cruéis, como permanecer ajoelhada sobre grãos de milho por longos períodos.
O médico responsável pelo atendimento identificou ferimentos graves, incluindo trauma nasal, lesão na boca e uma marca de mordida no tórax. Diante da gravidade do quadro, a criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames periciais.
A conselheira tutelar Adriana Correia, que acompanhou o caso, classificou a situação como revoltante. Segundo ela, o menino foi acolhido e entregue ao pai biológico, residente em Flexeiras, que retornou imediatamente a Maceió após ser informado sobre o ocorrido.
O Ministério Público e os Conselhos Tutelares de Maceió e Flexeiras foram acionados para garantir a proteção da vítima. Entre as medidas adotadas está o afastamento imediato da mãe, enquanto o caso segue sendo acompanhado pela Justiça.
A investigação prossegue para apurar todas as circunstâncias das agressões e responsabilizar os envolvidos.
Com informações do TNH1

