Advogado com nanismo é eliminado mais uma vez em concurso para delegado.

O advogado Matheus Matos Menezes, de 25 anos, que tem nanismo, foi novamente eliminado em uma das etapas do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame, o candidato recebeu parecer de “inapto” nos exames biofísicos e biomédicos.

Esta não é a primeira vez que Matheus enfrenta obstáculos no processo seletivo. Em uma etapa anterior, ele havia sido reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) e denunciou ter sofrido discriminação, levando o caso à Justiça. A decisão acabou sendo anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu ao candidato o direito de refazer a prova física dentro do mesmo concurso. Apesar disso, uma nova reprovação foi divulgada, sem detalhamento sobre qual exame motivou a eliminação.

Atualmente, a continuidade de Matheus no concurso depende de decisão judicial definitiva, já que sua participação segue sub judice.

Em março deste ano, o candidato comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que anulou sua exclusão anterior no TAF. Antes da realização da prova, Matheus havia solicitado adaptações compatíveis com sua condição e apresentou laudos médicos à FGV, mas o pedido não foi atendido.

Na decisão, Moraes destacou que a banca descumpriu entendimento firmado pelo STF na ADI 6.476, que prevê a obrigatoriedade de adaptações razoáveis em testes físicos aplicados a candidatos com deficiência em concursos públicos.

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