Deolane foi incluída na lista da Interpol antes de prisão
A operação contra a influenciadora Deolane Bezerra tinha o plano de prendê-la na Itália. A coordenação da ação, inclusive, está em Roma. A estratégia se deu porque Deolane estava na cidade há semanas e chegou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol para prisão internacional, mas ela voltou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20), véspera da operação.
A operação Vérnix aponta ligação dela com o PCC, maior facção do Brasil, para lavagem de dinheiro.
A apuração diz que a influencer possui estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas de transportadora usada pela facção, que foi a partir de um material encontrado em um celular em uma operação passada que nasceu a Operação Vérnix, terceira etapa da investigação, agora voltada a descortinar um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.
Segundo a investigação, a influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa.
Além da Deolane, familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, também são alvos de prisão, além do próprio líder do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília.
Além dos mandados, ainda há o cumprimento de outras medidas judiciais como bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados.


