
Mais de 14 anos após o crime, a Justiça de Alagoas voltou a condenar o fazendeiro Fernando Carlos Medeiros, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Jair Gomes de Oliveira, o Grilo. O homicídio ocorreu em novembro de 2010, no centro de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano.
O novo julgamento foi realizado nesta quinta-feira, 6, e terminou com uma pena de 18 anos e 8 meses de prisão, em regime inicialmente fechado. Apesar da condenação, o réu seguirá em liberdade enquanto aguarda o julgamento dos recursos.
Esta é a terceira vez que o fazendeiro é considerado culpado pelo crime. As condenações anteriores, proferidas em 2020e 2023, foram anuladas por tribunais superiores, após questionamentos da defesa sobre a condução dos julgamentos.
Durante a sessão, Fernando Medeiros deveria participar por videoconferência, mas a defesa alegou que ele estava com dengue e enfrentava problemas de conexão em uma propriedade rural no interior de Pernambuco. O juiz acabou dispensando sua oitiva.
Segundo o Ministério Público Estadual, o crime foi premeditado e motivado por desavenças pessoais e comerciaisentre o fazendeiro e a vítima. A promotoria apresentou provas e testemunhos que apontam o réu como mandante da execução.
Já a defesa sustentou a tese de inocência, afirmando que não há provas diretas da participação do fazendeiro e sugerindo que os executores poderiam ter agido por conta própria. O júri popular, no entanto, rejeitou os argumentos e manteve a condenação.
O empresário Jair Gomes de Oliveira foi morto com quatro disparos na cabeça quando se preparava para assistir a uma partida de futebol. Os criminosos chegaram em uma motocicleta e fugiram logo após o ataque.
Os dois executores, Manoel Araújo da Silva, o Mané, e Gilberto Bispo da Silva, o Beto, confessaram participação no crime e foram condenados em 2014.
