
Em entrevista, a sobrinha da vítima, Emily Larissa, de 19 anos, conta que o velório foi repleto de emoções e que o próximo passo é a busca pela justiça, para que outras famílias não passem pelo que o tio passou.
Ela explica que soube do falecimento do tio através do amigo que o acompanhou ao hospital. “O amigo dele ligou para minha mãe e contou o que havia acontecido. Ele tinha ido apenas buscar a filha em casa e voltar para continuar com o meu tio, mas quando chegou em casa já recebeu o vídeo dele morto.”
A jovem está, junto com a mãe, à frente de todas as burocracias e explica que até o momento não conseguiu prestar boletim de ocorrência.
“A gente não conseguiu fazer no Rio de Janeiro, foi tudo muito rápido e como não conhecemos a cidade, não sabíamos como fazer. Amanhã vou correr atrás de tudo isso aqui na minha cidade mesmo, vou procurar um advogado para representar a gente ou fazer o que for possível, já que não temos condições financeiras de pagar por um.”
Ela conta que mesmo que não consiga o advogado, vai tentar de todas as maneiras possíveis, para que a história de José Augusto não se repita. “Se não fizermos nada, o mesmo pode acontecer com outras pessoas e destruir outras famílias.”
A mãe de Emily, Meiriane Mota, se emocionou muito durante o enterro e teve que buscar ajuda médica. Segundo a filha, eles tinham uma relação muito próxima e se falavam praticamente todos os dias.
Relembre o caso
Na última sexta-feira (13/12), um homem de 32 anos morreu enquanto aguardava atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais aparece o corpo de José Augusto Mota da Silva sendo retirado após a morte, com pessoas ao redor indignadas com a situação: “Agora ele é paciente, né?”.
Os funcionários que estavam de plantão serão demitidos, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
