
Segundo pesquisa divulgada pelo instituto Mitofsky na última quarta-feira (29/5), realizada entre os dia 22 e 27 de maio, Claudia Sheinbaum aparecia com 50% das intenções de voto contra 34% de Xóchitl Gálvez.
Sheinbaum faz parte de uma coalizão governista denominada “Vamos Continuar Fazendo História”, composta pelos partidos Movimentação Regeneração Nacional, Partido Verde e Partido Trabalhista.
A eleição da ex-chefe de governo da Cidade do México – cargo equivalente a de um governador no Brasil – representa uma continuidade das políticas do atual presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.
Já a segunda colocada nas principais pesquisas eleitorais do México, Xóchitl Gálvez, faz parte da coligação de oposição Força e Coração Pelo México, formada pelos partidos PRD, PRI e PAN.
Xóchitl, ex-senadora e prefeita da cidade de Miguel Hidalgo, compõe uma ala que flerta com ideologias de centro-esquerda, centro-direita e direita. A candidata já foi apoiada pelos ex-presidentes mexicanos Felipe Calderón e Vicente Fox.
Na terceira colocação aparece Jorge Álvarez Máynez, do Movimento Cidadão, com o apoio de apenas 13% do eleitorado mexicano.
Violência
Enfrentando uma onda de violência generalizada, a segurança das eleições deste domingo será reforçada com mais de 27 mil militares que vão vigiar o pleito.
Ao todo, o governo de Obrador anunciou que 27.245 soldados e membros da Guarda Nacional vão trabalhar nas eleições. “(Para que eleitores) possam ir votar com calma, segurança, sem medo”, disse o atual presidente mexicano em uma entrevista coletiva na última terça-feira (28/5).
O reforço na segurança se dá por conta da violência política que se espalhou pelo país desde o último ano. Segundo dados do Laboratorio Electoral, 82 pessoas foram assassinadas entre junho de 2023 e maio de 2024 em crimes considerados políticos.
De acordo com a secretária de Segurança do México, Rosa Icela Rodriguez, 22 candidatos a cargos locais foram assassinados durante o processo eleitoral que teve início em setembro passado.
Além do reforço em todo o país, a violência eleitoral fez com que o governo de Obrador designasse 560 militares para acompanhar os candidatos e seus funcionários, sendo 24 só para os três concorrentes à presidência do país.
