O homicídio aconteceu por volta das 19h, em julho de 2009. O advogado Nudson Harley usava um orelhão quando, segundo a polícia, dois homens armados em uma moto chegaram atirando. O advogado era de Belo Horizonte e estava prestando serviços a uma construtora de Alagoas.
Segundo inquérito da Polícia Federal, as evidências indicam que o advogado foi morto por engano no lugar do então juiz Marcelo Tadeu. O executor do crime, Antônio Wendell Guarnieri, contou à polícia que Paulo Cerqueira, delegado da Polícia Civil, o contratou para matar Marcelo Tadeu.
O orelhão utilizado pela vítima ficava na calçada de uma farmácia em Mangabeiras, Maceió, onde o então juiz Marcelo Tadeu havia estacionado o carro. Ele saiu do veículo, mas atravessou a pista e entrou em outra farmácia, em frente ao local onde o carro ficou estacionado.
O juiz aposentado acredita que o atentado contra ele foi motivado pelas suas decisões quando atuava no judiciário, combatendo coronelismo e crimes de mando.
“Uma decisão dessa natureza, tão arbitrária e tão cruel, só pode ter relação com a minha atuação contra gangue fardada, prisão do chefe da gangue fardada, intervenção no grupo sucroalcooleiro, depois a minha intervenção em municípios do interior onde anulei títulos de eleitor”, disse o magistrado em entrevista à imprensa em 2021.