
“Não estou bem, mas eu sou capaz de rir. Eu, quando falo dele, eu conto as coisas, eu rio, porque ele detestava quando eu chorava. Ele dizia: ‘lá vem mamãe’. Então, eu tenho que ter força, Renata”, contou.
E continuou: “A cada morte de um filho (por causa da pandemia) eu chorava por essa mãe, sem saber que meu filho ia passar por isso”, disse emocionada.
Outro ponto comovente da entrevista foi quando Dona Déa revelou como foi a despedida do filho, na qual estavam presentes ela, Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo, Juliana, sua irmã, Júlio, seu pai, e Penha, sua madrasta.
“A gente foi chamado no hospital, porque ele teve morte cerebral. E nós quatros, Juju, Júlio, eu e Penha ficamos ali. Juliana com a mãozinha dele. O Júlio segurou em uma mãozinha, eu na outra. O Thales no pé, e o Júlio fazendo carinho na cabeça. Eu chamei Penha, vem cá Penha, segura aqui comigo porque você também participou da vida dele. Aí cantamos a oração de São Francisco, que ele sempre pedia, desde pequeno, para cantar. E eu cantava. O batimento foi diminuindo”, finalizou dizendo ainda que os batimentos de Paulo foram caindo aos poucos até zerar.
