
De acordo com relatos de sobreviventes ? a maioria deles oriunda da Eritreia e do Sudão ?, a embarcação levava cerca de 250 passageiros. Entre os desaparecidos, estão mulheres e crianças.
Em mensagem no Twitter, o chefe da OIM, António Vitorino, afirmou que essa é a pior tragédia ocorrida no Mediterrâneo em 2019. “Restaurar o resgate no mar, acabar com a detenção de refugiados e migrantes na Líbia, aumentar os caminhos seguros para fora da Líbia, (isso) precisa acontecer agora, antes que seja tarde demais para muitas outras pessoas desesperadas”, acrescentou o dirigente.
Também pela rede social, o porta-voz global da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para a África e o Mediterrâneo, Charlie Yaxley, ressaltou que o status quo na forma como países estão lidando com a migração não pode continuar.
“Não podemos ignorar que as jornadas de barco estão se tornando cada vez mais perigosas. Este ano, uma pessoa morreu na rota da Líbia para a Europa para cada seis que chegaram à costa europeia. Uma taxa de morte chocante. Não podemos fechar os olhos”, disse o representante do organismo internacional.
