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Eleito graciosamente com quase 24 mil votos prefeito de Palmeira dos Índios, num fato inédito até então, o radialista Júlio Cezar “pisou na bola” ao prometer categoricamente romper o ciclo deletério, extinguir a prática político-administrativa danosa e implantar uma nova era gerida pela competência, democracia, justiça e transparência.
Para decepção do eleitorado, com exceção de quem está sendo beneficiado, Júlio Cezar ampliou o vínculo com grupos políticos viciados agregando-os e onerando a máquina do município, além de comprometer sua gestão.
O prefeito valorizou adversários e caronistas e ignorou amigos e companheiros de primeira hora que nunca arredaram o pé; gente do tempo de vacas magras.
Embriagado de vaidade, que subiu até a exosfera, a camada mais externa do Planeta Terra, e “emprenhado” pelos ouvidos com afagos e mimos de assessores e aliados, Júlio Cezar se encastelou em seu mundo megalomaníaco e fantasioso imaginando ser o cara, o salvador do mundo, o homem que, pela retórica transformará Palmeira dos Índios na Nova Jerusalém Celestial.
Para Júlio Cezar o povo palmeirense está bem, feliz e robusto. Para o prefeito sim. Com salário gordo, viagens aéreas, hotéis de luxo, privilégios e vários assessores massageando o seu ego, Júlio Cezar está bem e feliz. E como está, mas o povo não. O povo propriamente dito não viu as mudanças enfatizadas na campanha eleitoral. O sonho não foi além do sonho. A realidade continua perversa.
A eleição vitoriosa do prefeito Júlio Cezar não foi mérito seu nem tampouco de grupos políticos, mas sim resultado da decepção e revolta generalizada do povo, que se sentiu órfão sob o ponto de vista político-administrativo e o elegeu para mudar a política do apadrinhamento e afastar definitivamente viciados e agregados.
Eleito prefeito Júlio Cezar inchou a máquina do município e, como se estivesse ainda em campanha, vive discursando e usando retórica como se a palavra tivesse poder para encher barriga, proporcionar saúde coletiva, trabalho, educação e bem-estar para todos.
Rodeado de amigos do poder e não seus, Júlio Cezar quer se apropriar do poder, como no Império romano, a exemplo do seu homônimo Imperador Júlio Cezar, que foi traído, inclusive pelo seu filho Brutus.
Trair e ser traído é uma prática comum no poder.
Prefeito não tenha medo de quem o critica aberta e transparentemente. Tenha cuidado com quem o bajula e massageia o seu ego.
Não pise e sim jogue a bola para frente enquanto há tempo para fazer gol.
