
Pesquisadores dos Estados Unidos fizeram um experimento com 50 primatas, entre eles macacos rhesus, e descobriram que “26% dos primatas não humanos perderam as suas gestações, apesar de não apresentar sintomas” de infecção.
Isto fez com que os autores concluíssem que pode existir muito mais gente que perdeu o feto por causa desse vírus, que é transmitido pela picada de mosquito ou através de relações sexuais, do que se pensava. No experimento, foi analisada a evolução de primatas não humanos que tinham sido infectados com o vírus nos primeiros estágios da gravidez e que não apresentavam sintomas da doença, que podem ser febre, brotoejas, dor de cabeça, dor muscular, e conjuntivite.
“Esta é a primeira vez que conseguimos demonstrar categoricamente que os abortos espontâneos (antes das 20 semanas de gestação) e as mortes fetais intrauterinas (depois desse período) relacionadas à zika ocorrem em primatas não humanos sem sintomas. Examinar este grande assunto nos servirá para entender melhor como o vírus da zika prejudica a placenta e estudar como prevenir o trágico fim da gravidez que ela pode causar”, afirmou na revista Daniel Streblow, do Instituto de Tratamento de Genética e Vacinação do Centro Nacional de Pesquisas Primatas do Oregon.
Até agora, os estudos sobre esse vírus só tinham analisado os abortos e as mortes fetais que ocorriam em mulheres com sintomas. Assim, uma pesquisa recente com mulheres que sabiam que estavam infectadas comprovou que 5,8% teve aborto espontâneo e 1,6% teve morte fetal intrauterina.
Entre os centros de investigação de primatas que participaram desta pesquisa conjunta estão os da Universidade da Califórnia, o Instituto de Pesquisa Biomédica do Texas, a Universidade de Wisconsin e a Universidade de Washington.
Fonte: EFE
