Olho Vivo

Olho Vivo: Palmeira dos índios no CAUC e a farra do boi

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Não foi dessa vez que Palmeira dos Índios virou a página negra da sua história. O nome do município volta a figurar na lista de devedores do Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, o antigo Cadastro Único de Convênios, o Cauc.

Duas pendências somam uma dívida de R$ 25 milhões em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Em junho, a Justiça determinou a retirada do nome de Palmeira dos Índios do Cauc. Mas, voltou a retornar à lista de devedores, de acordo com levantamento realizados de acordo com os dados disponíveis no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias do Tesouro Nacional em 02 de outubro de 2017.

O sistema do CAUC é atualizado diariamente pelo Tesouro Nacional de acordo com os dados inseridos por cada município.

Palmeira dos Índios, portanto, está impossibilitada de receber recursos provenientes do Governo Federal e de Ministérios. Quem perde é a população que  fica impossibilitada de receber os repasses em diversas áreas.

 

Doação

Em contrapartida, o prefeito Júlio Cezar (PSB) doou através dos cofres públicos a bagatela de R$ 50 mil para mimosear aliados.

É que em agosto de 2017, o “imperador”, realizou doação para a Vaquejada no Parque São José, que teve como organizador o presidente da Câmara, Júnior Miranda (PSL), usando como pano de fundo uma associação cultural, como mostra o documento abaixo.

Para amenizar,  depois que o Estadão Alagoas, veiculou matéria sobre o fato da Prefeitura do Município anunciar que promoveria a vaquejada, o Chefe do Executivo, decidiu entrar como apoiador do evento. E que apoio! Suspeita-se inclusive, que máquinas da prefeitura fizeram todo o trabalho no Parque São José, haja vista, fechado há 30 anos.

Os vereadores de Palmeira dos Índios precisam fiscalizar o Executivo e tomar medidas enérgicas em relação as doações, pedindo, inclusive a prestação de contas da Secretaria Municipal de Cultura. Apesar de ser uma quantia irrisória para uma prefeitura, esse recurso poderia ser aplicado na melhoria da merenda escolar, remédios nos postos de saúde e serviços essenciais.

O povo dança e se diverte e Palmeira dos Índios permanece utilizando da política e politicalha do verdadeiro “pão e circo”.

E agora José?

Na real,  o palmeirense reclama muito, e de barriga vazia!

Parem de reclamar de barrigas vazias!  Façamos um brinde aos políticos, e vamos programar a festa, dessa vez não será a farra do boi, mas num clube social, de preferência no Aeroclube.

 

Fui! Antes que me matem….

Mas, de rir da nossa própria desgraça!

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