
Segundo a denúncia, os projetos de lei, que já foram aprovados pela Câmara de Vereadores de Marechal Deodoro, criou três novas secretarias municipais, duas superintendências e um total de 87 cargos em comissão, o que provocará um impacto orçamentário anual, na folha de pagamento do município, de R$ 2.431.464, 00.
Ainda segundo os vereadores, a irregularidade estaria na forma como os projetos foram submetidos aquele Poder Legislativo. Segundo eles, o prefeito Cláudio Roberto Aires não cumpriu exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina, nesses casos, a apresentação da estimativa de impacto orçamentário-financeiro e uma declaração de adequação financeira e de compatibilidade com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
“Durante a discussão para aprovação dos projetos, o descumprimento das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal foi questionado. Contudo, mesmo ciente da ilegalidade, a maioria de vereadores decidiu pela aprovação, inchando, ainda amais, o quadro de funcionários da Prefeitura e desafiando a lei e a ordem. Assim, sem os requisitos normatizados, elas devem ser consideradas lesivas ao patrimônio público”, diz um trecho do documento protocolado no Ministério Público.
O promotor de Justiça Sílvio Azevedo Sampaio, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Marechal Deodoro, declarou que analisará a denúncia e adotará as medidas necessárias. “Analisaremos com cuidado tanto os projetos apresentado pela gestão municipal, quanto o teor das acusações. O Ministério Público agirá dentro do estrito cumprimento do dever legal e atuando de forma que a população deodorense não seja prejudicada”, disse ele.
MP/AL
