Embora seja de conhecimento de todos que, em face das últimas chuvas, qualquer obra pública, envolvendo construção civil, tem seus atrasos, a população cobra um pouco mais de agilidade na execução das reformas iniciadas. Se fosse necessário que sempre houvesse verão para esses serviços serem feitos, não teria necessidade de se iniciarem em períodos chuvosos.
A obra de revitalização da Praça da Independência, por exemplo, há no mínimo quatro meses, não avança em nada. O material de construção e os entulhos permanecem ali, tornando feio um dos principais cartões postais da cidade.

Tem sido divulgado nas mídias, pelo atual governo municipal, que “é um absurdo o número de obras públicas iniciadas, e não concluídas, nas gestões passadas do ex-prefeito, James Ribeiro”, porém, o que passou a ser de obrigação do atual gestor, continua sem conclusão, e as que o mesmo começou, anda a passos de tartaruga, e, a olhos vistos, algumas sem um só operário trabalhando, ainda que já tenha sido divulgado na semana passada, no Portal da Transparência – CONVÊNIOS POR ESTADO/MUNICÍPIO – www.portaldatransparencia.gov.br/convenios, os seguintes valores destinados, e sendo liberados ao município de Palmeira dos Índios:
Reforma da antiga Estação Ferroviária e Reurbanização do entorno do prédio- R$ 380.000,00; Revitalização da Praça da Independência– R$ 998.000,00; Urbanização do entorno do Cristo do Goiti– R$ 1.497.000,00.

Bem se sabe que obras inacabadas são sinônimo de má aplicação de recursos públicos e de falta de planejamento dos governos que se seguem, sem falar nos supostos acordos entre gestores e executores, ou melhor, empreiteiros. Se a verba existe, o que impede que seja aplicada o quanto antes para a execução dos projetos?
Que a chuva atrapalha a aceleração desses processos de construção, todos sabemos. Mas o que não se explica é o motivo de que, mesmo o “rei sol” aparecendo, essas obras caminhem em marcha tão lenta. Sabe-se também, o que se comenta a “boca miúda”, que esses recursos, se aplicados no mercado financeiro, rendem uma excelente margem de juros e correção monetária. Celeridade na execução desses projetos, para os quais as verbas já foram liberadas, é o que a população espera. E não, a insistente propaganda na imprensa, redes e mídias sociais, exibindo o que nem se dá previsão de seus términos.
Vale lembrar, inclusive, que, segundo informações o atual gestor divulga que assinou recentemente Ordem de Serviço para a conclusão de uma obra de Ginásio Poliesportivo, iniciada na gestão passada, contratando equivocadamente nova empresa para o referido trabalho, visto que já existia empreiteira destinada e acordada no mandato de James Ribeiro, o que, legalmente, leva aquele contrato a ser mantido. Logo se vê que a maioria na Câmara de Vereadores não está errada quando afirma que a Assessoria Jurídica do, já famoso “imperador”, Júlio Cézar, talvez não tenha competência em seus atos, ou não é ouvida pelo prefeito, exageradamente autossuficiente.
