A Comissão Eleitoral Nacional (NEC) anunciou que a participação foi a mais alta em 20 anos, com 77,2% de comparecimento às urnas.
O futuro presidente terá muito o que fazer, como combater a desaceleração do crescimento, as desigualdades, a alta do desemprego e o estancamento dos salários.
Mas o próximo ocupante da “Casa Azul”, a residência oficial da presidência, terá como principal desafio a ameaça da vizinha Coreia do Norte.
Em um momento em que alguns temem um sexto teste nuclear de Pyongyang, a tensão cresce devido ao caráter imprevisível do novo presidente americano, Donald Trump, que ameaça resolver a questão pela força.
A instalação de um escudo antimísseis americano na Coreia do Sul para enfrentar a ameaça norte-coreana provocou irritação na China, e Trump deixou seus aliados perplexos ao pedir a Seul que pague uma fatura de US$ 1 bilhão pelo dispositivo.
Rompendo com a linha dura em relação a Pyongyang defendida por Park, Moon deverá propor uma aproximação menos conflitiva com a Coreia do Norte e uma emancipação da tutela americana.
Em dezembro de 2016, um escândalo de corrpução levou a Assembleia Nacional a destituir a então presidente Park Geun-Hye, o que acabou com sua imunidade e abriu caminho para uma investigação.
Sua queda em desgraça começou em meados de 2016, quando foi revelado que sua melhor amiga, Choi Soon-sil, que nunca ocupou nenhum cargo oficial, aproveitou sua influência para obter milhões de dólares de grandes empresas sul-coreanas. A ex-presidente nega todas as acusações e afirma que Choi traiu sua confiança.
O Tribunal Constitucional confirmou em 10 de março o impeachment.
Park foi presa no final de março, após um tribunal do distrito central de Seul emitir uma ordem de prisão por acusações de suborno, abuso de autoridade, coerção e vazamento de segredos governamentais após uma longa audiência.
Park é o terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção. Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 1990 por motivos similares. O ex-presidente Roh Moo-Hyun, eleito democraticamente, cometeu suicídio em 2009, quando ele e a família eram investigados por corrupção.