
Apesar da genialidade do brasileiro, “Mão Santa” nunca jogou pela NBA no auge de sua carreira. O representante da liga ressalta que Oscar era tido por muitos no mundo como o ‘melhor jogador que nunca atuou na NBA’.”Aliás, que não havia atuado”, ponderou Arnon.
Em 1984, os craques tinham que escolher entre a liga ou representar a seleção de seu país. Oscar não teve dúvida ao optar pela camisa verde e amarela. Após 33 anos do episódio, o escritório da NBA no Brasil viu no contexto histórico a possibilidade de promover o encontro entre as quadras americanas e a maior lenda do basquete brasileiro.
Oscar foi ovacionado durante a homenagem nos Estados Unidos e a liga, finalmente, rendeu-se a Oscar. “A ideia surgiu em uma conversa entre a NBA e alguns de seus parceiros, um projeto inédito e que envolvia muitos detalhes. Tudo isso foi possível graças ao trabalho de muitas pessoas, ao apoio de nossos parceiros, e foi um sucesso. Oscar é tido por muitos como o melhor jogador que nunca atuou na NBA’. Aliás, que não havia atuado. Agora, podemos dizer que ele jogou na NBA e ficamos especialmente felizes por termos proporcionado isso a ele. Ou seja, termos estado ao seu lado nesse momento único”, colocou.
Arnon esteve presente durante a homenagem e confidenciou que Oscar ficou muito feliz com a festa realizada na casa dos americanos. “Ele parecia não acreditar quando recebeu o convite. Tamanha empolgação pudemos ver em sua preparação, em sua ansiedade para o evento, voltando a treinar quase 15 anos depois de se aposentar. E ele mostrou que a mão continua certeira, acertando os seus arremessos no jogo”, acrescentou. Após a homenagem em New York, “Mão Santa” entrou em quadra e participou do All-Star Game, em Nova Orleans.
Oscar entrou em quadra e teve um aproveitamento de 100%
Durante o evento na cidade das artes, que reúne em jogo amistoso estrelas do cinema e astros na NBA, a maior lenda do basquete brasileiro ficou cerca de 13 minutos em quadra, computando duas cestas e quatro pontos – e que valeu destaque no perfil da liga no Twitter e também na capa do site americano da ESPN. Um aproveitamento de 100%.
Para Arnon, o resultado obtido com a homenagem é fruto da admiração e do respeito que Oscar conquistou ao longo de mais de 30 anos de carreira. “Ele sempre foi um abnegado, um apaixonado, um exemplo dentro do esporte, e sempre foi reconhecido por seu talento e patriotismo. Todos ficamos muito felizes em ver, em estar presente, participar e proporcionar isso a ele, ver o quanto é reconhecido e querido também nos Estados Unidos”.
Para o vice-presidente, a semana de homenagem que Oscar da NBA recebeu emocionou a todos, sobretudo, àqueles que conhecem a história do esportista, bem como os que apreciam o basquete. “Todos conhecem o Oscar, é o recordista mundial de pontos, alguém que teve uma contribuição muito importante na história do basquete brasileiro e mundial. Foi realmente inesquecível vê-lo sendo anunciado como uma ‘Lenda’ e entrando em quadra. Não foi apenas o Oscar quem viveu intensamente esta semana, todos nós, amantes do basquete, todos nós, brasileiros, nos envolvemos e paramos para reverenciá-lo”.
Por fim, Arnon usa a frase do próprio Oscar ao sair da quadra após a homenagem para resumir todo o evento: ‘Esse jogo foi a cerejinha no bolo da minha carreira’.”
Acho que isso diz muito sobre a homenagem que foi feita a ele e da alegria do nosso ídolo maior do basquete. Foi uma semana muito especial, que começou com a homenagem em Nova York, com a entrega da camisa do Brooklyn Nets, e terminou no fim de semana com o ‘Jogo das Celebridades’ e vários eventos”.
