
A Rádio FM 103.5, da cidade de San Pedro de Macorís, no leste da República Dominicana , transmitia ao vivo seu programa matinal. Tudo ocorre bem até o terceiro minuto do vídeo quando, de repente, é possível ouvir dois disparos e uma mulher gritando “Tiros! Tiros! Tiros!” e a transmissão acaba.
Medina foi atingido no local de onde transmitia e Martínez morreu em seu escritório adjacente. Além das duas vítimas fatais, a secretária da estação, Dayaba Garcia, ficou ferida e foi levada ao hospital, onde passou por cirurgia emergencial. Três homens foram presos pelo tiroteio, mas nenhum deles recebeu acusações, já que a polícia ainda não identificou a motivação por trás do crime.
Localmente, o “Milenio Caliente” é um programa popular, conhecido por suas análises políticas e campanhas sociais. Nas semanas antes de sua morte, Medina criticou repetidamente a poluição em Laguna Mallen, um lago sob proteção, em San Pedro.
Olivo de Leon, jornalista que conhecia as vítimas, afirmou que o ataque é sem precedentes Olivo de Leon, jornalista que conhecia as vítimas, afirmou que o ataque é sem precedentes em toda a história do país. “As autoridades precisam investigar para determinar não somente os assassinos, mas também a mente por trás [do crime], para podermos saber por que eles foram assassinados”, disse.
“Impunidade nesse caso vai gerar terror entre os jornalistas, fazendo com que tenham medo de se pronunciar e fazer seu trabalho. O governo precisa garantir a liberdade de imprensa”, completou de Leon em entrevista ao “The Guardian”.
Por mais que assassinatos sejam raros, é comum que jornalistas denunciando crime organizado e corrupção sejam alvo de assédio e intimidação na República Dominicana. O ultimo jornalista a ser morto no país foi Blas Olivo, em 2015. A polícia afirma que Olivo foi vítima de um assalto, mas nem seu carro, nem seu celular foram levados. O caso continua em aberto.
