
A principal proposta da indústria, revelou o dirigente da Fiea, é a redução das multas, dos juros e dos encargos na consolidação das dívidas fiscais das empresas.
Para o empresariado, se o governo não reavaliar as penalidades, dificilmente as empresas vão aderir ao programa. Lembrando que muitas empresas estão sendo penalizadas pela crise econômica, José Carlos Lyra apontou o refinanciamento das dívidas tributárias como caminho para que se recuperem e voltem a ter capacidade de operação. “O governo precisa ajudar o setor produtivo, permitindo a renegociação das dívidas tributárias. É um meio de recuperação da economia”, afirmou o líder da Indústria de Alagoas.
No encontro com os ministros, os empresários destacaram a necessidade de convalidação dos incentivos fiscais do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para a indústria, a confirmação dos incentivos, prevista no Projeto de Lei Complementar 54/2015, é importante para dar segurança jurídica às empresas, manter o equilíbrio econômico-financeiro dos projetos existentes e a estabilidade para atração de novos investimentos. O encontro serviu ainda para que os empresários solicitassem informações sobre a reforma tributária que o governo estaria preparando.
Ressaltando que, como sempre ocorreu, a indústria está aberta ao diálogo e pede que suas sugestões sejam analisadas pelo governo. Segundo José Carlos Lyra, os dirigentes da CNI consideraram positivo o encontro com os ministros e equipe da área econômica. “Ouvimos deles que a preocupação do governo não é apenas arrecadar, mas fazer o país voltar a crescer”, revelou o presidente da Fiea.
