
Redigida de próprio punho por Elize em 8 de março deste ano no presídio de Tremembé, interior do estado, a bacharel em direito declara na frente e no verso de uma folha de caderno rosa, que tem como personagem a boneca Jolie, que se pudesse olhar para a filha, diria “te amo” e gostaria de ouvir dela a palavra “mãe”.
O carimbo da unidade prisional atesta que ele foi lido por funcionários da penitenciária e teve autorização para sair de lá. A intenção de Elize com a divulgação da carta pela reportagem é de que sua filha possa saber, no futuro, o que a mãe pensava e gostaria de dizer à menina antes de ser julgada pelo assassinato do pai dela, o empresário Marcos Kitano Matsunaga. A menina tinha 1 ano na época do crime. Hoje, está com 5 anos e vive com os avós paternos.
“Mesmo não estando ao seu lado agora filha, quero que saiba que você tem uma mãe que te ama muito, não só no plano físico, e que respeitará suas escolhas e um dia, se você quiser, conversaremos sobre tudo o que houve, a situação lamentável e infelizmente irrevercível [sic] que nos afastou fisicamente, apenas fisicamente, pois meu coração está contigo, com a criança que me ensinou verdadeiramente o que é amor”, escreveu Elize em um dos trechos.
