
Em entrevista ao jornal português “Diário de Notícias”, Teresa Bizarro, assessora do Ministério da Cultura de Portugal, afirmou que uma primeira avaliação concluiu que os “danos são reversíveis”. Ainda segundo a assessora, um dos vigilantes do museu teria alertado o turista para não recuar mais, mas ele não ouviu a tempo.
A estátua, que representa São Miguel Arcanjo, está desde julho na Galeria de Escultura Portuguesa, no terceiro piso do edifício. A direção do museu irá analisar o caso com mais profundidade nos próximos dias, podendo inclusive escolher outro local para expor a escultura.
O caso veio à tona quando outro visitante do museu publicou em uma rede social a imagem da escultura quebrada. Na legenda, o autor da imagem faz referência ao fato de o incidente ter acontecido no primeiro domingo do mês, quando a entrada do museu é gratuita: “é o preço a pagar pela gratuitidade do primeiro domingo de cada mês”, escreveu. A publicação gerou polêmica e acabou sendo retirada do ar.
Apesar de ser o mais importante museu de arte dos séculos 12 a 19 em Portugal, o Museu Nacional de Arte Antiga sofre um déficit de funcionários. De acordo com o “Diário de Notícias”, são menos de 30 vigilantes para as 82 salas abertas ao público. O diretor do museu, António Filipe Pimentel, havia feito um alerta sobre a situação do museu no início de setembro. “De certeza absoluta que um destes dias há uma calamidade no museu. Só pode, porque andamos a brincar ao património”, disse ele na ocasião.
No domingo à noite, o Ministério da Cultura divulgou uma nota afirmando que havia um vigilante na sala no momento do acidente:
“O acidente correu quando o visitante, estando a fotografar uma outra obra, recuou sem olhar, não parou apesar dos alertas do vigilante, e foi contra a peça que se encontrava em cima de um plinto”.
Fonte: Extra
