
Nascido em Santa Rosa de Río Primero, na província de Córdoba, em 1840, Cura Brochero tornou-se presbítero com apenas 16 anos, em 1866. Ficou muito conhecido entre os argentinos por levar e ensinar o Evangelho para os moradores distantes do centro da província, tendo relatos de que ele chegava a andar até 200 quilômetros para ensinar.
Por causa de suas longas caminhadas durante 50 anos, ajudou a fundar e a desenvolver cidades na região serrana, já que levava mantimentos e ajudava enfermos pelo caminho. Além disso, é atribuída a ele a expansão da linha ferroviária que atravessa o Valle de Traslasierra, que une as cidades de Villa Dolores e Soto. Nos últimos anos de vida, ele voltou a viver com suas irmãs em seu povoado natal e morreu em janeiro de 1914 vítima de hanseníase e cego.
Foi declarado beato em setembro de 2013, após a confirmação de um milagre com um bebê de 11 meses. Chamado de Nicolás Flores, o menino sofreu um acidente de carro com a família, perdendo metade da massa cerebral, além de lesões múltiplas. Assim que foi resgatado pelos socorristas, sofreu três paradas cardíacas.
Sua mãe, devota de Cura Brochero, rezou pelo sacerdote fazer a intercessão e salvar seu filho – fato que ocorreu pouco tempo depois. O segundo caso também envolve uma criança. Camilla Brusotti foi vítima de espancamento da mãe e do padrasto e sofreu um derrame. Após o trabalho de sete médicos, ela se recuperou em um feito considerado um milagre por Roma.

(Com ANSA)
