Não tenhamos dúvidas de que certas coisas, sobretudo as depravadas ou desrespeitosas, só ocorrem aqui em nossa Palmeira dos Índios.
No transcorrer desta campanha política para prefeito do município, o que seria para ser uma caminhada em busca de votos e apresentação dos candidatos, se transformou num desfile de bloco de sujo, típico dos carnavais fora de época, face os atos de palhaçada e desrespeito cometidos pelo prefeito municipal de Palmeira dos Índios, o conhecido James Ribeiro.
Aconteceu que em uma das caminhadas da peemedebista Verônica Medeiros, no início da noite desta sexta-feira (09), pelas ruas do Centro da cidade, suscitou uma conjuntura inusitada, patrocinada pelo atual prefeito.
No andamento do ato político, familiares do empresário Jair Gomes (Grillo), assassinado em novembro de 2010, crime que tem como suspeito do mando o Sr. Fernando Medeiros, esposo da candidata à prefeita, médica Verônica Medeiros, assistiam a caminhada à porta das suas empresas, quando foram surpreendidos por gestos libertinos e palavras de baixo calão, acatadas impróprias, já que foram proferidas pela autoridade maior do município.

Há quem assegure que o prefeito aparentava se encontrar em estado de euforia, porém, nada justifica tal conduta amoral, típica dos ‘moloqueiros’ mal educados das periferias das grandes cidades.
Por tais ações, alguns vereadores deverão apresentar quando do acontecimento da próxima sessão da Câmara, um questionamento sobre a falta de decoro parlamentar de James, e a qual penalidades ele pode ser submetido.
Kaio Leão, sobrinho do empresário Jair Gomes, o “Grilo”, relatou nas redes sociais o fato.

Assim como a candidata teve a ousadia de afrontar os familiares do empresário assassinado, a família teve, e sempre terá direito a pedir justiça pelo ato praticado, e até hoje impune. A impunidade de um crime joga na lama a seriedade da justiça. No mais, a colocação de faixas pretas nas portas das lojas da família do empresário foi um gesto quase que insignificativo, representado a dor sofrida pela vida de um pai de família que se foi.
Apesar da caminhada ter contado com a presença do governador Renan Filho (PMDB), o fato não impediu que James mostrasse um dos lados podres de sua conduta e personalidade.
Conforme oposicionistas do prefeito, além de ficarem obrigados a presenciar a baixaria do James prefeito e o barraco da “primeira-dama” e da candidata dando “bananas”, as cenas são avaliadas como graves e deploráveis, a comitiva real ainda teria soltado palavras de baixo calão direcionadas aos opositores da candidata. “Uma falta de respeito com a cidade; tinha crianças, mulheres, e jovens ali,”- criticou a fonte que preferiu não se identificar.
A filha do empresário assassinado, Thaísa Freitas, mostrou-se indignada e postou nas redes sociais que continuará lutando por justiça.

“Dar uma banana (no Brasil), manguito (em Portugal), bras d’honneur (na França; Pronúncia francesa: [bʁa.dɔ’nœʁ]; em francês: “braço de honra”) ou “corte de manga” (na Espanha) é um gesto obsceno bastante comum na França, Espanha, Itália, Geórgia, Brasil, Portugal e América Hispânica. O gesto consiste em dobrar um braço para fazer um formato de L, com a palma da mão fechada apontando para cima, enquanto a outra mão, em seguida, agarra o bíceps do braço dobrado, e o antebraço dobrado é então levantado na vertical enfaticamente. Possui o mesmo significado que o dedo médio.”
Que vergonha, James Ribeiro!
Entenda o caso
A morte de Grilo ocorreu em virtude de uma discussão provocada por Fernando Medeiros por causa de títulos societários do aeroclube de Palmeira dos Índios. De acordo com a sentença de pronúncia, no momento da discussão, Fernando Medeiros estava ao lado de sua mulher Verônica Medeiros.
Medeiros teve a prisão decretada pela 17ª Vara Criminal no dia 24 de dezembro de 2010, após representação feita pelo delegado Kelmann Vieira. Por possuir curso superior, Fernando foi encaminhado ao Corpo de Bombeiros Militar.
Já o executante José Rosendo Sembém (Duda) e o seu irmão co-participante Josivaldo (Careca) foram julgados pelo Tribunal do Júri e condenados a 27 e 21 anos de prisão, respectivamente.
O processo foi desmembrado e apenas Fernando Medeiros recorreu ao Tribunal Superior de Justiça (STJ) reivindicando o seu despronunciamento, permanecendo solto.
Fui! Antes que eu leve uma bananada…
Austrelino Bezerra
