
“Finalizo pedindo desculpas à senhora presidente. Não por ter feito o que fiz, mas por eu ter lhe causado sofrimento. Sei que a situação que está vivendo não é fácil. Muito embora não fosse meu objetivo, causei sofrimento. E eu peço que ela [Dilma Rousseff], um dia entenda que eu fiz isso pensando também nos netos dela”, disse emocionada.
Durante seu discurso, Janaína rebateu as falas sobre misoginia da presidente na sessão desta segunda no Senado e disse que ninguém pode ser “perseguido por ser mulher”, mas também “ninguém pode ser protegido por ser mulher”. A advogada afirmou que agiria da mesma forma caso a presidente fosse homem.
Janaína, que é uma das signatárias do impeachment, também citou Deus ao longo de seu tempo de fala. “Se tiver alguém fazendo algum tipo de composição neste processo é Deus”, referindo-se às menções da defesa e da própria presidente afastada de que foi vítima de conluios de partidos da oposição e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
