
“Aproximações como essa de sábado são incomuns. Em 2022 deve acontecer outra conjunção que poderá ser vista do Brasil, mas os planetas não estarão tão unidos”, diz o físico e astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Vênus e Júpiter poderão ser vistos a olho nu ou com o auxílio de equipamentos (binóculos e telescópios) logo que o céu começar a escurecer, entre as 18 horas e 19h30, bem perto da linha do horizonte. A dica dos astrônomos para acompanhar a conjunção é buscar um céu bem escuro, longe da poluição luminosa. “Não há como errar. Basta procurar o astro mais brilhante na direção Oeste, cerca de meia hora após o pôr do sol”, diz Rojas.
Os planetas não devem ficar visíveis por muito tempo – a observação deve durar, no máximo, uma hora. De acordo com os astrônomos, o melhor é chegar cedo ao local de observação, assistir ao pôr do sol e esperar a aparição dos dois planetas.
“Não é necessário usar binóculo ou telescópio, mas, se for possível utilizar algum equipamento, a visão será inesquecível – Vênus, Júpiter e quatro de suas luas estarão visíveis em um mesmo campo”, afirma Rojas.
Conjunção planetária
A conjunção é um fenômeno astronômico em que os planetas parecem ficar mais perto no céu. No entanto, a aproximação é apenas aparente, pois Vênus e Júpiter estão separados por 720 milhões de quilômetros. Em algumas ocasiões, porém, devido ao movimento da órbita dos planetas, eles parecem se reunir quando vistos da perspectiva da Terra.
