
A AP então revisou 25 estudos já publicados que comparavam duas situações: o uso da escova de dente sozinha e o quando ela era utilizada com o fio dental. Os resultados mostraram que as evidências sobre a eficácia do uso do uso do fio dental eram “fracas”, “não confiáveis” ou de qualidade “muito baixa”.
Os dentistas e outras instituições de saúde não concordam. Em comunicado oficial, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), afirma que “todos os meios disponíveis para garantir a adequada higienização bucal devem ser adotados pela população, incluindo, sim, o fio dental”.
Para Luciana Scaff Vianna, periodontista e secretária da Câmara Técnica de Periodontia do Crops, a importância do fio para a prevenção de problemas de saúde bucal é incontestável. “O uso do fio dental é importante para remover placa bacteriana, alimentos e restos de bactérias mortas que estão nem lugares impossíveis de serem alcançados pela escova de dentes ou até pelo bochecho”, diz.
A Associação Britânica de Periodontologistas (BSP) também defende o uso: “Utilizar fio dental é importante, sobretudo, para a prática da higiene em locais da boca em que a escovação interdental não consegue atingir”, disse Philip Ower, presidente da Associação Britânica de Periodontologistas (BSP), ao jornal britânico The Guardian.
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Recomenda-se que o fio dental seja usado após as refeições, sobretudo a noite. “É claro que esquecer de escovar os dentes ou de passar o fio dental durante um dia todo ou após uma refeição, não trará problemas de saúde. Mas, em longo prazo, a placa e a proliferação de bactérias causam doenças gengivais, cárie e até à perda de dentes”, diz a dentista Luciana.
Estudos mostram que é ainda pequena a porcentagem de pessoas utilizam o fio dental diariamente — de 8% a 20%.
