
Segundo o porta-voz, especialistas em segurança digital de fora da campanha não encontraram evidências de que os sistemas internos de computadores da campanha estivessem comprometidos.
Os hackers conseguiram acessar o servidor do programa de análise de dados por cerca de cinco dias, disse uma fonte da campanha. O programa era usado pela equipe de Hillary para conduzir análises do eleitorado, mas não incluía números da Seguridade Social ou informações de cartões de crédito. A falha no sistema não pode ter resultado no acesso de e-mails internos, mensagens de voz, computadores ou outras comunicações e documentos, afirma um especialista de fora da campanha.
A nova falha revelada é parte do que investigadores de segurança digital e federais acreditam que seja um padrão mais amplo de ataques de hackers, direcionados pela inteligência russa, segundo uma fonte próxima à investigação. Autoridades dos EUA já encontraram vários episódios de invasões bem-sucedidas e esperam encontrar mais.
Na sexta-feira, o braço de campanha dos democratas na Câmara dos Representantes confirmou que foi alvo de hackers, em incidente similar ao vazamento na sede do Partido Democrata.
Nesta semana, o presidente Barack Obama pela primeira vez relacionou a Rússia ao ataque virtual ao Comitê Nacional Democrata, ao dizer que “especialistas” acreditam que hackers desse país realizaram a operação. A Rússia negou envolvimento com o episódio.
(Com Estadão Conteúdo)
