A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (21) o quarto e último suspeito de participar da morte do gestor de marketing Abinael Ramos Saldanha. De acordo com polícia, Jonathan Barbosa de Oliveira, 24, recebeu R$ 2 mil para participar do crime.
Outras três pessoas já estavam presas. O suspeito estava escondido na cidade de Lagedo, em Pernambuco, até se entregar, na última quarta (20). A polícia afirma que a participação dele foi dirigir o carro que levou os suspeitos ao local da emboscada e trazê-los de volta após o crime. O suspeito admite que deu carona aos outros presos, mas diz que não sabia que eles iam cometer o assassinato.

Na mesma semana, foram presos Ericksen Dowel da Silva Mendonça, apontado como mandante do crime, e Jalbes Ferreira da Silva, denunciado como sendo o atirador.
Além deles, Deivisson Bulhões da Rosa Santos, 30, foi preso no dia 12 de julho. Ele admitiu que participou do crime e que teve como função dirigir o carro que levou a vítima ao local da morte.
O delegado Ronilson Medeiros, da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic), da Polícia Civil, disse que o quarto suspeito ficou responsável por levar Deivisson e Jalbes até a emboscada, na Santa Lúcia, e trazê-los de volta após a execução, em Rio Largo. “As informações sobre ele foram passadas pelo Jalbes e pelo Deivisson”.
O suspeito negou envolvimento no crime e disse que foi levar Jalbes e Deivisson na Santa Lúcia, deixou o local e depois foi buscá-los em Rio largo, mas que não sabia do crime. “Estava com o carro emprestado. Deixei eles e fui resolver minhas coisas. Depois o Jalbes me ligou e fui buscá-los. Fiquei esperando na pista e não vi o que aconteceu”.
Oliveira falou que fugiu depois que Jalbes foi preso por medo de ser envolvido no caso.
Motivação para o crime
Com a prisão de Oliveira, chega a quatro o número de presos envolvidos no crime. Ao todo, a polícia afirma que o assassinato foi encomendado por R$ 6 mil.
Segundo as investigações, a vítima morreu a mando do colega de trabalho Ericksen depois de descobrir que ele havia feito desfalques de R$ 12 mil a R$ 15 mil na empresa.
O delegado não descarta também que o crime tenha sido motivado por ciúmes porque o mandante queria assumir o cargo da vítima na empresa.
