
Os dispositivos disponíveis atualmente permitem que bombas de insulina façam injeções nos pacientes após a leitura dos monitores glicêmicos, mas os dois componentes não são conectados. É justamente a união destes dispositivos que forma o “pâncreas artificial”, que já existe e está em fase de estudo clínico.
De acordo com os autores, faltam alguns ajustes para que o “pâncreas artificial” seja liberado comercialmente, entre eles a velocidade de ação da insulina, confiabilidade, conveniência, precisão e segurança cibernética do aparelho.
A maior dificuldade, segundo eles, é a variação da necessidade de insulina dos pacientes, que depende de diversos fatores, como dieta e níveis de atividade física. Outro problema é a velocidade de ação da insulina, que demora entre 30 minutos e 2 horas após a injeção para alcançar seu pico e cujo efeito tem duração de 3 a 5 horas — o que torna difícil o monitoramento preciso das necessidades imediatas do medicamento.
“Testes clínicos prolongados, de até 24 meses, e estudos piloto estão em andamento ou em preparação para adultos e crianças. Além disso, como esses aparelhos podem ser vulneráveis a ameaças cibernéticas como interferências com protocolos wireless e acesso não autorizado aos dados, a implementação de um protocolo de comunicação seguro também é essencial”, dizem os pesquisadores.
Já existe um equipamento em análise pela agência americana responsável pela liberação de medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em inglês), com aprovação prevista para o início do ano que vem. Um estudo recente do Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde do Reino Unido informou que sistemas automáticos devem aparecer no mercado europeu até o fim de 2018.
Outras opções para o tratamento do diabetes tipo 1 são o transplante de pâncreas e células-beta, responsáveis pela produção de insulina. Entretanto, o primeiro procedimento envolve cirurgia e ambos necessitam do uso de drogas imunossupressoras para evitar a rejeição. Dessa forma, o “pâncreas artificial” é uma solução com menos riscos.
Diabetes — O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, causada pelo próprio organismo, que destrói as células que produzem insulina. A vasta maioria da população possui diabetes tipo 2, causada pela dificuldade do organismo de absorver a insulina produzida. Ela é mais frequente em pessoas acima do peso e após os 30 anos, embora seu diagnóstico tenha aumentado entre jovens. Predisposição genética, hábitos alimentares, sobrepeso e stress podem ser gatilhos para os dois tipos de diabetes.
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