Desde menino, todos nós aprendemos que circo é cultura. E poucos foram os jovens da nossa geração, que encantados com toda aquela bela fábula, não desejaram seguir um picadeiro.
Palmeira dos Índios foi uma cidade bastante premiada com grandes circos; Tihany, Garcia, Argentino, Moscou, e muitos outros, cuja memória, já cheia de neurônios expirados não nos consente relembrar.
Mas, ainda nos permite ter uma vaga recordação da beleza da “Praça da Sambra” e do terreno do saudoso Aeroclube, aonde muitos e muitos circos foram armados.
Porém, tudo isto é passado; a praça foi transformada numa pista de skate. E, o Aeroclube acabou em confusão, além de permanecer completamente destruído. Com isto, os circos grandes e pequenos foram e, continuam sendo expulsos da nossa cidade.
Atualmente, o “buraco” chamado de Praça das Casuarinas vinha servindo para receber o mundo ambulante da cultura, tendo como exemplo, o circo Dayllon (organização Faxinildo), contando com o pessoal do Ratinho, tendo como atração principal o Xaropinho e Faxinildo.
Em litígio com a prefeitura municipal, que acaba também de decretar um golpe na Cultura, o circo Dayllon que funcionou por um período de uma semana, e que iria até esse domingo (22), acabou por ser despejado da praça, e partiu, depois de um pedido de socorro, e foi ser muito bem acolhido na cidade de Igaci.
Ato como este ajuíza num conceito cada vez mais contraproducente da nossa cidade. Palmeira não pode ficar distinguida como a província dos “micos” de James e sua patotinha.
Que haja respeito, a quem se dar ao respeito! Repudiamos qualquer tipo de atitude, que parta seja lá de quem for, que venha colocar a nossa educação e cidadania à mercê de chacotas, advindas de quem jamais ousou cuidar dos seus deveres, e muito menos conhecer os seus direitos. Jornalismo não reconhece Foro Privilegiado. Que fique claro, antes que se coloque mais um ato de burrada no mercado, tentando nos censurar, ou intimidar.
Com isto, a população palmeirense vai perdendo cada vez mais o que de pouco aparece por aqui como forma de cultura e entretenimento, tudo por vista de uma incrédula inaptidão administrativa. Se houve motivos, não houve justificativas. Se quiserem dinheiro, é pra campanha política ou para outros fins. Uma vez que foi permitido o funcionamento por um período aproximado há uma semana, fica a pressuposição de que nada havia de clandestinidade com o circo.
Pode-se dizer que a fuga do circo para a cidade de Igaci, que se transformou em prejuízo para a empresa, e em época de crise, foi mais um golpe baixo dos metidos na prefeitura de nossa cidade.
Comenta-se bastante neste país, que Temer aplicou um “golpe” na cultura. Será? Se assim foi, o prefeito de Palmeira dos Índios compactua desta posição, acabando de golpear um ato cultural em nossa cidade.
No entanto, só uma coisa nos consola; o circo foi embora, mas os palhaços ficaram.
Fui! – Para Igaci!
Austrelino Bezerra
