
O estudo buscou avaliar como o perfeccionismo — definido como a busca pela perfeição e a tendência a fazer autoavaliações críticas demais — pode afetar a autoestima e a vida sexual das mulheres.

A equipe estabeleceu quatro tipos de perfeccionismo sexual: o que é imposto pela própria mulher (ela acha que tem que ser perfeita na cama), o que é imposto ao parceiro (ela acha que ele tem que ser perfeito), o que a mulher atribui ao parceiro (ela acha que ele é perfeccionista) e, por último, o que a mulher atribui à sociedade (ela acha que as outras pessoas esperam isso dela).
Eles descobriram que, dentre os quatro, o perfeccionismo que mais afeta as mulheres é aquele atribuído ao parceiro. Essa ideia de que o cara exige que ela seja muito boa de cama ameaça a aautoestima e pode resultar em disfunção sexual, especialmente a que envolve a excitação e a lubrificação (outras disfunções possíveis são a falta de vontade de transar ou a dificuldade de chegar ao orgasmo).
Os resultados podem ser úteis para que médicos e terapeutas especializados em sexualidade ajudem suas pacientes. Mas também devem servir de reflexão: será que os homens não estão exigindo demais das parceiras, esperando que elas reproduzam tudo o que eles assistem na internet? Ou será que eles estão sendo mal-interpretados?

UOL
