
“Assim, da análise dos depoimentos das testemunhas, bem como da própria vítima, dúvidas não pairam de que esta foi submetida à conjunção carnal, por diversas vezes, na época do fato. Tenho, enfim, cotejando todos os elementos de provas produzidos nos autos, que restou demonstrada a existência do crime de estupro”, afirmou o magistrado. O juiz também considerou um laudo de conjunção carnal que apontou a agressão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), Manoel Pedro, desde o ano de 2014, vinha abusando sexualmente de sua filha, na época com 14 anos de idade, por diversas vezes, inclusive ameaçando a vítima. Durante depoimentos, a adolescente afirmou que só conheceu seu pai quando tinha 9 anos, pois ele mudou-se para São Paulo quando ainda era bebê.
Ainda em seu relato, a menina explica quando o réu voltou para União dos Palmares, começou a ter comportamento diferente, mas na hora não percebeu nada demais, até o dia em que foi dormir na casa de seu pai e ele disse que queria dormir na mesma cama que ela. Ele tirou sua roupa e praticou o abuso.
No momento do crime, na casa só havia Manoel Pedro, sua filha e seu filho menor, que estava dormindo e não presenciou a cena. O acusado obrigava a filha a manter relações com ele sob ameça de matar sua mãe e seu irmão. A situação perdurou por oito meses.
O réu, que já se encontrava preso durante o processo, não terá o direito de apelar em liberdade, conforme a decisão do juiz.
Matéria referente ao processo nº 0000024-53.2015.8.02.0072
Fonte: TJ/AL
