
“Solicitar minha renúncia é reconhecer que não há base para o impeachment, não há base para qualquer ato contra minha pessoa. Tenho cara de quem está resignada? Tenho gênio de quem está resignada? É impossível quem me conhece achar que, pela minha trajetória, eu renuncie, eu me resigne diante de tamanho desrespeito à lei. Não tenho essa atitude diante da vida. E é por isso que eu represento o povo brasileiro, que também não é um povo resignado”, disse a petista.
Ao ser questionada por jornalistas sobre uma eventual renúncia, a presidente demonstrou irritação: “Isso para mim é ofensa”. Dilma desconversou sobre a nomeação do ex-presidente Lula para um ministério de seu governo – e não negou que a ideia possa ser de fato levada adiante.
Nos últimos dias, petistas têm defendido a ideia de que Lula assuma um ministério para adquirir foro privilegiado e escapar, assim, de ser julgado pelo juiz Sergio Moro, que conduz os processos relativos à Lava Jato em Curitiba. “Teria o maior orgulho de ter Lula como ministro. Ele daria uma imensa contribuição para qualquer governo”, afirmou. Questionada se a medida seria, então, adotada, Dilma foi evasiva: “Não vou discutir”.
Dilma tratou ainda dos protestos convocados para domingo. Afirmou que manifestações são um momento importante para o país e que, por isso, “não devem ser manchadas por atos de violência”. “Não cabe perder esse patrimônio”, prosseguiu.
(Da redação Veja)
