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“O clima aqui em Palmeira está carregado, pesado”, diz ela

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Veículo de comunicação é igual a consultório de psicólogo; na Redação recebemos uma queixa a cada minuto. Pois sim; na manhã desta quarta-feira (24}, durante uma comentário, uma leitora postou a seguinte frase no WhatsAAp da nossa redação:

O clima aqui em Palmeira está carregado, pesado“. E, simplesmente calou!

Não sabemos qual, e muito menos  se existe, algum meio científico pelo o qual o  clima possa ser “pesado”, e muito em especial em Palmeira dos Índios. Talvez, tenhamos que pedir ajuda à jornalista Maria Júlia Coutinho, a “Maju”, com a permissão do todo poderoso William Bonner, até então, publicitário responsável pelas edições do Jornal Nacional.

No entanto, antes de qualquer iniciativa,  averiguamos o significado de “carregado”, já podendo deduzir antecipadamente o sentido da frase da cara leitora: “o clima aqui em Palmeira está carregado”. Vejamos; azarado, enfadonho, carrancudo, fechado, sombrio, etc. Putz! uma excelente variedade de estados, e não de peso.

Na real,  o palmeirense reclama muito, e de barriga vazia. Senão vejamos;

Palmeira tem os melhores políticos que não fazem nada, assim como tem  um IML e os melhores hospitais em Arapiraca; tem o melhor time do estado, muito embora ainda não ganhou uma. A se observar que Palmeira está lotada de praças vazias, ruas mal iluminadas, e os bons vagabundos, aptos a agredir ou extrair a vida dos munícipes em qualquer esquina,  quer seja clara ou escura. Isto sem falar que em Palmeira se tem os melhores  fofoqueiros de plantão, preocupados unicamente com as  vitoriosas vergonhas no meio político do município.

Reclamar de que? Temos o melhor aeródromo do interior (nosso querido campo de aviação), a melhor Arena Esportiva, apta inclusive, para  receber jogos válidos pela Copa América, assim como também temos a pior gestão municipal já existente na história de Palmeira dos Índios, como apontam algumas pesquisas.

Parem de reclamar de barrigas vazias! Palmeira tem um exemplar Fórum no município, assim como tem o melhor cemitério da cidade (São Gonçalo), e muito em breve os mortos serão sepultando em Arapiraca, e com muito luxo.  Façamos um brinde aos buracos nas estradas que dão acesso à cidade, e vamos programar a festa num clube social, de preferência no nosso Aeroclube.

Quanta sorte! Contemos até emissora de rádio, que em dias de jogos do CSE, aqui no terraço, dá prioridade na transmissão, para times de outras cidades.

Já observaram a evolução da obra da Unidade Básica de Saúde, que está sendo construída no bairro Juca Sampaio? Aquilo sim, é o que chamamos de obra faraônica. Ou seja, só tem faro!

Alguns palmeirenses são eternamente um grupo de reclames! Que tal se orgulharem do Polo Industrial, construído em tempo recorde no governo Theo Vilela com a gestão atual?

espadaAo que parece, a leitora quis se referir a algum perigo iminente, fruto da inveja e/ou da ambição pelo poder. A esta situação, denomina-se  de “Espada Dâmocles”.

Origem: Dâmocles, cortesão e bajulador do rei Dionísio I de Siracusa, expressava constantemente sua inveja pela sorte do tirano. Para dar-lhe uma lição, Dionísio combinou que lhe passaria o poder por um dia. À noite, durante o banquete que o tirano lhe ofereceu, Dâmocles percebeu que sobre sua cabeça pendia a espada do tirano, suspensa por um fio de cabelo. Com isso este lhe fez perceber que o poder está sempre à mercê das mais perigosas ameaças

Afinal, para que possa ser aliviado o “peso”deste clima, o suficiente é contemplar, e zombar do magote de cobiçosos a cargos executivos na política desta cidade, candidatos ao nada e cheios de rabos de palha, simplesmente para que no final, “o peso do clima”  mostre a nossa eterna ilusão.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Da Redação

 

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