
Este não é um alinhamento “clássico”, em que as órbitas dos planetas se aproximam e eles parecem estar “chegando mais perto” no céu, quando vistos da Terra – a aproximação é sempre aparente, pois os planetas estão a milhões de quilômetros de nós. Dessa vez, os planetas vão parecer estar “enfileirados”, um efeito visual causado pela perspectiva que temos do Sistema Solar.
De acordo com o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos, o movimento dos planetas pode começar a ser observado do Brasil na noite desta quarta-feira. O primeiro planeta a aparecer no horizonte será Júpiter, por volta das 23 horas. Em seguida, virão Marte, às 2 horas, Saturno, que aparecerá às 3 horas, Vênus, por volta das 4 horas e, por último, Mercúrio que só deve despontar no horizonte por volta das 5h40.

O astrônomo ressalta, no entanto, que os observadores devem tomar cuidado com o nascer do Sol, que impossibilita a vista dos planetas. Como Mercúrio deve ser o último a aparecer, a dica do astrônomo é começar a observação às 5h40 e aguardar que o planeta surja momentos antes da aparição solar.
“Para a observação deste fenômeno é preciso ter paciência e um horizonte limpo. O que garante uma visão melhor dos planetas são locais abertos, como o campo e o litoral, mas, quem não estiver em locais como estes, pode buscar um local onde a vista não tenha prédios ou qualquer coisa que bloqueie a visão, pois os planetas aparecerão em alturas diferentes no horizonte”, explica o astrônomo. Vale lembrar ainda que a chuva ou céu fechado também são outros fatores que atrapalham a observação.
Esta será a primeira vez que o alinhamento dos únicos cinco planetas que podem ser vistos a olho nu ocorre desde 2005. No entanto, André afirma que o fenômeno deve voltar a acontecer em agosto deste ano e em outubro de 2018.
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