Não, não deste último carnaval. No entanto, a estúpida atitude do prefeito municipal desta cidade em cancelar, mais uma vez, a realização de uma das maiores festas do nosso município, nos transportou para a época da nossa meninice, e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas, praças e clubes, onde procurávamos por restos de confete e serpentina.
Por meio de um programa de rádio, a prefeitura confirmou que decidiu cancelar os eventos de realização do Carnaval 2016, porque não acha justo, mediante esta crise, liberar recursos públicos para promoção de festas.
É necessário que a prefeitura perceba através do seu executivo titular, que a população não concorda com a decisão, por entender que o carnaval atrai turista e foliões vindos de municípios vizinhos, o que sempre gera uma renda extra para várias famílias.
Pessoas que conhecem a história dos carnavais da cidade chegam, e com justa razão, a caracterizar a atitude do prefeito como um verdadeiro golpe baixo, e cheio de ousadia, visto que, é a única gestão municipal de Palmeira dos Índios que vem faltando com respeito à cultura, e ao desenvolvimento de vários segmentos da nossa sociedade. Palmeira nunca deixou de ter carnaval!
Carnaval é alegria, cores, músicas e fantasias. É vergonhoso cortar a alegria de um povo. Povo sofrido, até mesmo, por tolerar os desmandos causados pelos politiqueiros de cabeças doentes e vazias.
Não há como aceitar a crise como desculpa. Esta palavra crise está sendo difundida agora, depois de desacertos administrativos em toda esfera política do Brasil, e esse desacerto não isenta também de culpa, a administração local, a começar pela alegação de falta de recursos para algumas coisas, mas não faltam recursos para aplicar em marketing pessoal através de emissoras de rádio, e de outros segmentos da comunicação que se lambuzam, também, com a podridão administrativa.
Em termos sociológicos, a falta de estima pelo carnaval, significa conservar a algema do município sobre a população. E, sabedores que são de que o carnaval funciona como uma válvula de escape, oportunidade onde as frustrações do povo veem à tona através de marchinhas, fantasias, máscaras e alegorias, sendo um período no qual as pessoas questionam a ordem vigente do município (políticos, problemas da segurança pública, da educação, da corrupção, da inaptidão etc.), carnaval não é bem visto, e chega até ser proibitivo, para evitar a satirização do rídiculo e do imoral que ocorre, principalmente, na esfera da política municipal.
Finalizando esta balada, nem vale a pena lembrar que não existe escolas, saúde, segurança, IML, Polo, Campo de aviação, um bom estádio de futebol, quadras de esportes, além de praças e avenidas limpas. E, agora sem carnaval. Contudo, este ano o povo de Palmeira haverá de se livrar do MAU! A propósito, é U mesmo.
Significado de Mau
adj. Contrário ao que é bom; muito ruim; moralmente reprovável.
Que faz maldades e se satisfaz com elas: prefeito mau.
Que demonstra indelicadeza em relação aos demais: mau procurador.
Que causa danos a si mesmo ou ao próximo: mau vereador.
Que se opõe à justiça: maus administradores.
De aparência nociva: o provedor do hospital estava com mau aspecto.
Deficiente; cujos requisitos não são considerados bons: mau governador.
