
Um dia depois dos disparos no Umpqua Community College de Roseburg, os moradores da tranquila cidade madeireira ainda sofriam para entender o maior massacre cometido este ano nos Estados Unidos. O atirador ainda feriu sete pessoas e morreu em uma troca de tiros com a polícia.
Fontes das forças de segurança confirmaram relatos que identificaram o suspeito como Chris Harper-Mercer, de 26 anos, que vivia com a mãe na cidade vizinha de Winchester.
Em uma publicação em um blog atribuída a ele, Harper-Mercer disse ter vibrado com as manchetes geradas por Vester Flanagan, o homem que matou dois jornalistas a tiros durante uma transmissão ao vivo de TV na Virgínia, em agosto, antes de se matar.
“Um homem que ninguém conhecia agora é conhecido por todos… parece que quanto mais gente você mata, mais fica no centro das atenções”, dizia o comentário.
Adotando uma medida altamente incomum, o xerife do condado de Douglas, John Hanlin, prometeu jamais pronunciar o nome do atirador e disse que deixará que o médico legista o identifique.
“Não quero glorificar seu nome. Não quero glorificar sua causa”, afirmou Hanlin, defensor explícito do porte de armas, à rede CNN.
O agressor invadiu a sala de aula da faculdade, que atende sobretudo alunos mais velhos passando por transições na carreira, atirou em um professor à queima-roupa e depois mandou que os estudantes se levantassem e informassem sua religião antes de matar um por um, de acordo com relatos dos sobreviventes.
Poucas horas depois do massacre, o presidente dos EUA, Barack Obama, se mostrou visivelmente revoltado ao exortar os norte-americanos a pressionar seus líderes eleitos para que aprovem leis mais rígidas para o controle de armas.
“De alguma maneira isto se tornou rotineiro. O relato é rotineiro. Minha resposta aqui, neste pódio, acaba sendo rotineira”, declarou. “Estamos ficando anestesiados a isto”.
(Reportagem adicional de Jane Ross em Roseburg; Shelby Sebens em Portland; Curtis Skinner em São Francisco; Sharon Bernstein em Sacramento; Fiona Ortiz em Chicago; Jeff Mason e Robert Rampton em Washington; Dan Whitcomb, Piya Sinha-Roy e Daina Beth Solomon em Los Angeles; e Katie Reilly em Nova York)
Fonte: Reuters
